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sábado, 19 de novembro de 2016

O motivo de se arquivar um processo inconclusivo


CASO ODILAINE UGLIONE: POR QUÊ ARQUIVAR UM INQUÉRITO CHEIO DE LAUDOS INCONCLUSIVOS, DIZ CARTAZ PRÓXIMO AO MINISTÉRIO PÚBLICO EM TRÊS PASSOS/RS


Foto: Três Passos News


Em 11 de agosto de 2016,  o Jornal Três Passos News veiculava a seguinte matéria: 

"Cartazes fixados por grupos que buscam Justiça para Odilaine e Bernardo, no final da tarde de terça-feira, 9, nas proximidades do Ministério Público e do Fórum, questionam o pedido de arquivamento do inquérito que reinvestigou no ano passado a morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo, em Três Passos.
Um deles diz: “Por que arquivar um inquérito cheio de laudos inconclusivos! A quem interessa esse arquivamento?”
Já o outro diz: “Caso Odilaine – A sociedade brasileira exige a verdade “verdadeira”.
Até a quarta-feira, 10 de agosto, a Juíza Vivian Feliciano, da Comarca de Três Passos, ainda não havia decidido sobre o novo arquivamento do Caso Odilaine. Na última semana de julho, o Ministério Público voltou a pedir o arquivamento da investigação sobre a morte da mãe do menino Bernardo Boldrini, Odilaine Uglione.
O promotor Bruno Bonamente também pediu a rejeição dos pedidos feitos pela mãe de Odilaine, como novas diligências e oitivas de testemunhas.Em março deste ano, a Polícia Civil concluiu que a mãe do menino cometeu suicídio. O caso havia sido reaberto em maio do ano passado após uma investigação particular.
Odilaine Uglione foi encontrada morta em 2010, dentro do consultório do então marido Leandro Boldrini, com um tiro na cabeça. A primeira investigação também havia sido concluída como suicídio."

Entenda o Caso Odilaine

Conforme a polícia, Odilaine teria cometido suicídio dentro do consultório do pai de Bernardo, Leandro Boldrini, no dia 10 de fevereiro de 2010. No inquérito policial, consta que ela comprou um revólver calibre 38 um pouco antes de ir à clínica. Além disso, também há o registro de um bilhete em que a secretária do médico, Andressa Wagner, entregaria ao patrão, alertando sobre a chegada de Odilaine. O processo conta com depoimentos de testemunhas que estavam na sala de espera no dia da morte e com documentos referentes a uma possível divisão da pensão a ser paga após o processo de separação do casal.
Já a defesa da família Uglione alegou que houve falhas na investigação da morte da mãe de Bernardo, entre as principais, estavam divergências quanto ao exato local da lesão no crânio de Odilaine; existência de lesões no antebraço direito e lábio inferior da vítima; lesões em Leandro Boldrini; vestígios de pólvora na mão esquerda da vítima, que era destra; ausência de exame pericial em Boldrini, uma carta fraudada supostamente deixada pela mãe de Bernardo e a própria morte do garoto, que configuraria fato novo.

Em 23/ de agosto de 2016, o G1 veiculava a seguinte matéria:

"A Justiça arquivou o inquérito policial que apurou as circunstâncias da morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini, morta em 2010. O arquivamento se deu após a nova investigação não apresentar elementos novos ou suficientes para afastar as provas que apontam para o suicídio da vítima."

A família Uglione recorreu da decisão judicial (grifo nosso).


Em 05/09/16, o G1 veiculava a seguinte notícia:


"Ele (Doutor Marlon Taborda) observou ainda que não foram feitas acareações importantes para esclarecer o caso, como por exemplo, entre Leandro Boldrini, ex-marido de Odilaine, e uma secretária que estava no consultório onde a mãe de Bernardo morreu. Taborda afirmou ainda que os laudos da perícia foram inconclusivos e não ajudaram a esclarecer o que aconteceu."

 Disponível em:




OBSERVAÇÃO: o Doutor Marlon Taborda tem razão quando reporta sobre a acareação que deveria ter sido feita entre Leandro Boldrini e Andressa Wagner. Sim, porque enquanto Leandro disse que o tiro atribuído à Odilaine foi dado ainda quando ele se encontrava dentro do consultório, Andressa Wagner disse em rede nacional que o tiro aconteceu quando ele já havia saído. Ou será que para a Polícia Civil, esse fato foi irrelevante? 
Estamos aguardando a posição do TJRS sobre o recurso do Doutor Marlon Taborda.


JUSTIÇA PARA ODILAINE E BERNARDO UGLIONE BOLDRINI!



Vídeo incorporado do YouTube - Notícias TJRS Justiça Gaúcha


Avó materna de Bernardo Uglione Boldrini recorre de novo Arquivamento


EM VÉSPERA DE HOMENAGEM A BERNARDO, AVÓ MATERNA RECORRE DE NOVO ARQUIVAMENTO SOBRE A MORTE DE ODILAINE UGLIONE, MÃE DE BERNARDO.


Foto de Rosane Vaz

Investigação foi reaberta, mas não teriam sido encontrados novos elementos para mudar a conclusão de suicídio para homicídio.

Matéria de Naiôn Curcino em 05/09/2016/ Diário Santa Maria.

Na véspera do dia de aniversário de Bernardo Uglione Boldrini (em que ele completaria 14 anos), os advogados de Jussara Uglione, avó dele, ingressaram nesta segunda-feira com um recurso no Tribunal de Justiça do Estado. A ação é contra o novo arquivamento do inquérito que apurou a causa da morte da mãe do menino, Odilaine Uglione, em 2010. A mulher foi encontrada morta no consultório do então marido, Leandro Boldrini, depois de supostamente ter cometido suicídio. Após perícias particulares encomendadas por Jussara, em que se atestava que a carta encontrada junto ao corpo de Odilaine não teria sido escrita por ela, foi determinada uma nova investigação do caso.
O recurso pede que mais pessoas sejam ouvidas e que novas perícias sejam realizadas. Conforme um dos advogados, Marlon Adriano Balbon Taborda, há diversos indícios na nova investigação de que várias diligências deixaram de serem feitas ou foram inconclusivas.
Doutor Marlon Taborda:
- “Fizemos uma análise bem criteriosa e apresentamos algumas situações como perícias inconclusivas, inclusive sem assinatura ou certificação digital. Alguns atos determinados pelo Judiciário, como acareações, também não foram feitas. Nem sequer o trajeto da arma, quem comprou, quem vendeu, quem registrou, nem isso foi feito. Mas estamos esperançosos que os desembargadores analisem com mais acuidade esse processo que clama por justiça.”

Homenagem pelo aniversário


Neste dia 6 de setembro de 2016, o menino Bernardo completaria 14 anos, se estivesse vivo. Por isso, a partir das 9hs., amigos, familiares e grupos de oração do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rondônia, Rio Grande do Norte, além de diversas cidades do Rio Grande do Sul, vão se reunir junto ao jazigo da família para prestar homenagens. Mais tarde, às 9hs30min., será celebrada uma missa no local. Nesta segunda, havia no túmulo um aquário (presente desejado por Bernardo), flores, faixas, fotografias, gravuras de anjos e brinquedos.
Bernardo foi morto pela madrasta, Graciele Ugulini, com a ajuda dos irmãos Evandro e Edelvânia Wirganovicz, em maio de 2014. O pai do menino, Leandro Boldrini, também é acusado do crime. Todos estão presos.
Disponível em:


 

Foto de arquivo pessoal/Pinterest


JUSTIÇA PARA ODILAINE E  BERNARDO UGLIONE BOLDRINI!

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Avó materna do Menino Bernardo recorre de decisão judicial


A DEFESA DE JUSSARA UGLIONE, AVÓ MATERNA DO MENINO BERNARDO RECORREU DE DECISÃO JUDICIAL QUE ARQUIVOU O CASO ODILAINE UGLIONE PELA SEGUNDA VEZ


Foto: arquivo pessoal


Na véspera do aniversário de Bernardo Uglione Boldrini ( dia em que ele completaria 14 anos), os advogados de Jussara Uglione, avó materna do menino, ingressaram nesta segunda-feira, 05/09/2016, com um recurso no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. A ação é contra  o arquivamento do inquérito que pela segunda vez, apurou a causa da morte de Odilaine Uglione, mãe de Bernardo, ocorrido em 10/02/2010. O advogado Marlon Taborda apontou falhas na investigação. 
 Odilaine Uglione foi encontrada morta no consultório do então marido, Leandro Boldrini, depois de supostamente ter cometido suicídio. Após perícias particulares encomendadas por Jussara Uglione, em que se atestava que a carta encontrada junto ao corpo de Odilaine não teria sido escrita por ela, foi determinada uma nova investigação do caso.
O advogado Marlon Taborda observou ainda que não foram feitas acareações importantes para esclarecer o caso, como por exemplo, entre Leandro Boldrini, ex-marido de Odilaine e a secretária que estava no consultório onde a mãe de Bernardo morreu. Taborda afirmou ainda que os laudos da perícia foram inconclusivos e não ajudaram a esclarecer o que aconteceu.
O recurso pede que mais pessoas sejam ouvidas e que novas perícias sejam realizadas. Conforme o advogado Marlon Taborda, há diversos indícios na nova investigação de que várias diligências deixaram de serem feitas ou foram inconclusivas.
Advogado Marlon Taborda:
-"Fizemos uma análise bem criteriosa e apresentamos algumas situações como perícias inconclusivas, inclusive sem assinatura ou certificação digital. Alguns atos determinados pelo Judiciário, como acareações, também não foram feitas. Nem sequer o trajeto da arma, quem comprou, quem vendeu, quem registrou, nem isso foi feito. Mas estamos esperançosos que os desembargadores analisem com mais acuidade esse processo que clama por justiça".
A nova investigação sobre a morte de Odilaine, aberta em maio de 2015, apontou que ela teria se matado. Os resultados foram divulgados em entrevista coletiva no último mês de março, e a decisão judicial que mandou arquivar o caso é do dia 22 de agosto de 2016.

Juíza Vivian Feliciano:
 - "Concluíram os peritos oficiais que os escritos e a assinatura da carta encontrada na bolsa da vítima no dia dos fatos foi produzida pelo mesmo punho escritor que produziu o material padrão analisado, ou seja, por Odilaine Uglione".

Cleber Müller, diretor-geral do IGP/RS:
- "No mesmo texto ela escreve de uma forma, aqui de outra”. “Mais triangular, aqui mais redondado, mais alongado. É consenso de todos os peritos, sem a sombra de dúvidas que a carta foi escrita pela Odilaine Uglione".

Disponível em:
OBSERVAÇÃO: com todo o respeito à pessoa da Juíza Doutora Vivian Feliciano e ao IGP/RS, também nós, leigos, apesar de acatarmos a decisão do Judiciário, estamos com uma dúvida imensa.

Por exemplo: os escritos constantes na carta e a assinatura na carta: certo? Foi o mesmo punho escritor que escreveu a carta e a assinatura: certo? Que produziu o material padrão analisado: certo? A análise foi baseada em qual padrão, ou seja, qual foi o padrão que serviu de comparação? Quais os critérios que foram adotados para se chegar a essa conclusão? Quais foram os escritos de autoria da Odilaine, além da carta, que serviram de inspiração para a conclusão dos peritos oficiais de que foi a própria Odilaine, a autora da carta?

Se for considerar a reportagem do G1 (disponível nessa matéria): quem esqueceu de mencionar a respeito do material gráfico disponibilizado por Andressa Wagner? A reportagem ou os peritos do IGP/RS? E segundo consta, tudo que era da Odilaine foi destruído pelo Leandro e pela Graciele, fotos principalmente. Quem forneceu os padrões da Odilaine?  Pelo fato dessas perguntas não terem sido respondidas de forma conclusiva pelas autoridades é que concordamos com a decisão da Família Uglione.

Por favor, doutor Marlon Taborda: recorra da decisão do  Caso Odilaine Uglione até as últimas consequências.

JUSTIÇA PARA ODILAINE E BERNARDO UGLIONE BOLDRINI!



terça-feira, 30 de agosto de 2016

Arquivado pela segunda vez, o inquérito da morte de Odilaine Uglione


ARQUIVADO O INQUÉRITO QUE APUROU PELA SEGUNDA VEZ, AS CIRCUNSTÂNCIAS SOBRE A MORTE DE ODILAINE UGLIONE, MÃE DO MENINO BERNARDO

Foto: arquivo pessoal

Transcrição :Texto: Janine Souza (com alguns grifos nossos)
Assessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arend
Imprensa@tj.rs.gov.br


Processo n° 21000027793 (Comarca de Três Passos)


Por não apresentar elementos novos a ser investigados e tampouco suficientes para afastar o conjunto de provas que apontam para o suicídio da vítima, o Inquérito Policial que apura as circunstâncias da morte de Odilaine Uglione deve ser arquivado. A decisão, da Juíza de Direito Vivian Feliciano, da 1ª Vara da Comarca de Três Passos, é desta terça-feira (23/08/2016). De acordo com a conclusão das investigações, a mãe do menino Bernardo cometeu suicídio, em fevereiro de 2010, no consultório do marido, o médico Leandro Boldrini.

Juíza Vivian Feliciano:
- "conclusão da Autoridade Policial e o pedido de arquivamento feito pelo Ministério Público não estão dissociados das provas apresentadas no Inquérito Policial, sendo inviável determinar que a polícia judiciária faça novas diligências. Além de ser esta uma atribuição do órgão acusador, as inconformidades da parte interessada não trouxeram elementos novos, desconhecidos da autoridade policial, a serem investigados, tampouco, mostram-se suficientes para afastar o conjunto de provas que apontam para o suicídio da vítima".

A investigação havia sido desarquivada a pedido da mãe de Odilaine, Jussara Uglione, após peritos contratados por ela concluírem que a carta supostamente deixada pela filha, antes de morrer, teria sido escrita por outra pessoa.  


O caso Odilaine Uglione

A mãe do menino Bernardo faleceu em 10 de fevereiro de 2010, em decorrência de disparo de arma de fogo, efetuado no consultório do marido dela, Leandro Boldrini. O Inquérito Policial instaurado para apurar as circunstâncias da morte apontou que ela cometeu suicídio, e foi arquivado. Jussara Uglione pediu a reabertura das investigações, amparada em parecer técnico de peritos particulares, os quais apontavam que a carta suicida deixada pela vítima teria sido supostamente redigida pela secretária de Leandro Boldrini, bem como que haveria uma terceira pessoa dentro do consultório, junto com o médico e a esposa.

O Ministério Público entendeu que havia lastro suficiente para investigar uma nova versão do fato e o expediente foi desarquivado, dando-se continuidade às investigações.Após inúmeras diligências, a autoridade policial concluiu pela ocorrência de suicídio.


A carta foi escrita por Odilaine Uglione, afirma IGP/RS

Por meio de perícia grafotécnica, a conclusão do Instituto Geral de Perícias (IGP) foi de que a carta deixada foi realmente escrita por Odilaine. 

Juíza Vivian Feliciano:
- "Concluíram os peritos oficiais que os escritos e a assinatura da carta encontrada na bolsa da vítima no dia dos fatos foi produzida pelo mesmo punho escritor que produziu o material padrão analisado, ou seja, por Odilaine Uglione".

Não concordando com o resultado, a Defesa de Jussara sustentou que deveria haver dois laudos periciais individuais e não apenas um a apontar o resultado de dois exames, realizados sobre as escritas de Odilaine e da secretária de Boldrini, apontada como possível autora da carta. 

Juíza Vivian Feliciano:
-"Essa impugnação, contudo, foi feita de forma genérica, vindo desprovida de qualquer indicativo de prejuízo efetivo no resultado das análises por meio de um único laudo, não servindo, pois, para afastar a credibilidade do parecer oficial. A par disso, a perícia do IGP, com base na uniformidade dos relatos das testemunhas presentes na clínica médica, também foi conclusiva no sentido de que não havia ninguém, além de Leandro Boldrini e Odilaine, na sala de atendimento".


Odilaine Uglione efetuou o disparo

De acordo com o laudo de reconstrução tridimensional dos fatos, cinco posições da vítima foram simuladas para fins de visualização de possível atirador. Uma delas foi descartada em razão do ângulo do tiro no crânio da vítima. 

Juíza Vivian Feliciano:
-"Das quatro possibilidades restantes e possíveis, em três, a vítima foi o próprio atirador".

A defesa da avó de Bernardo argumentou que Leandro Boldrini teria dito, quando depôs na Delegacia de Polícia de Charqueadas, que "se defendeu" no momento em que Odilaine supostamente sacou a arma de fogo e que o médico teria mentido ao afirmar que machucou sua mão quando tentou acionar o alarme localizado no corredor do 3º andar da clínica. Alegou ainda que testemunhas teriam dito que viram uma cadeira caída e a mesa quebrada na sala em que encontrada a vítima; tudo indicando ter havido luta corporal entre ambos.

Na avaliação da Juíza Vivian Feliciano, em que pese a conclusão pericial não tenha descartado a possibilidade de ser considerada a presença de pessoa diversa da vítima como sendo o atirador, todas as demais provas produzidas no decorrer da investigação, afastaram essa tese.

Juíza Vivian Feliciano:
-" Como apontado pela autoridade policial e pelo Ministério Público, o fato de o laudo dizer que não exclui a possibilidade de ser considerada a presença de pessoa diversa do atirador, não quer dizer que essa terceira pessoa existiu, devendo esta prova ser vista juntamente com as demais".

Os depoimentos colhidos também não apontaram para adulteração do local do crime. Quanto às impugnações ao laudo oficial realizado pelo Departamento de Criminalística, Divisão de Balística Forense, do IGP, deve-se ressaltar que o método utilizado na análise químico-residuográfica para chumbo foi o método colorimétrico, mesma técnica utilizada em 2010. Por outro lado, o método utilizado na análise feita pelo perito particular foi o Atômico Nuclear o que, como apontado pelo próprio IGP, justifica a diferença de resultado.

OBSERVAÇÃO:
"Em março deste ano (2016), dez meses após a reabertura do inquérito, a polícia concluiu pelo suicídio. "Nós verificamos de forma criteriosa, através da realização de diversas oitivas, muitas longas e complexas, e não surgiu nenhum elemento que corroborasse o entendimento de um crime contra a vida", comentou, na época, o delegado Marcelo Lech." 

Disponível em:

JUSTIÇA PARA ODILAINE E BERNARDO UGLIONE BOLDRINI!

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Doutor Taborda, por favor: Recorra do Caso Odilaine Uglione


DOUTOR MARLON TABORDA, POR FAVOR, NOS INFORME SOBRE AS CONCLUSÕES DO INQUÉRITO QUE CONFIRMOU O SUICÍDIO DE ODILAINE UGLIONE 


Foto de arquivo pessoal

Em 15 de agosto de 2015, o Jornal Uirapuru veiculava a seguinte notícia:

"Em Registros médicos do dia da morte de Odilaine Uglione despertam dúvidas da Justiça".

Veja um trecho da matéria:


"O advogado da família de Odilaine, Marlon Taborda, explicou que a exumação é necessária para esclarecer as contradições criadas. Dentre as principais discrepâncias, o advogado cita as diferenças de laudo.
Quando ela deu entrada no hospital, boletim médico informou que Odilaine teria uma perfuração, ocasionada por projétil de arma de fogo, no ouvido esquerdo. 
Mais tarde, um médico legista atestou que ela apresentava perfuração em área conhecida como palatino, logo atrás da cavidade nasal, feita de baixo para cima. (?)
Esta contradição, bem como a análise da trajetória da bala, podem determinar em que ângulo o disparo foi dado e de que forma ocorreu.

Disponível em:

                                            
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O Ministério Público de Três Passos já solicitou o arquivamento do processo de investigação sobre a morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo, assassinado há dois anos em Três Passos, no Norte gaúcho, arquivamento este baseado no inquérito policial que concluiu como suicídio a causa de sua morte. Odilaine teria cometido suicídio em fevereiro de 2010, com um tiro na cabeça, dentro do consultório do médico Leandro Boldrini, pai de Bernardo.
O pedido de arquivamento decorreu do Promotor Bruno Bonamente. Agora, a juíza Vivian Feliciano, da Primeira Vara Criminal da Comarca Três Passos decide se acolhe a orientação do Ministério Público.

Disponível em: 

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O inquérito sobre a morte de Odilaine Uglione, encerrado nessa quinta-feira (17), concluiu que a mãe do menino Bernardo cometeu suicídio por meio de disparo de arma de fogo, em fevereiro de 2010.
O delegado da 2ª Delegacia de Polícia de Santa Rosa, Marcelo Lech, responsável pela fase final do inquérito, afirmou que não foi verificado nenhum elemento que comprove a ocorrência de crime contra a vida.

Delegado Marcelo Mendes Lech:

-  “Nós buscamos identificar, no curso da investigação, se havia ocorrido homicídio ou suicídio. E, mesmo que tivesse ocorrido suicídio, [investigamos] se alguém poderia ter incentivado Odilaine a praticar tal suicídio.
Por toda a investigação realizada, buscando criteriosamente entender a rotina do casal, não se apurou nenhum elemento de convicção de que Leandro Boldrini ou qualquer outra pessoa tenha praticado de forma comissiva um ato que levasse à morte de Odilaine Uglione”. 
Ainda de acordo com o delegado, Odilaine possuía um histórico de tentativas de suicídio e havia tentado se suicidar três vezes.
Disponível em:

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A investigação isentou Boldrini, o principal suspeito, de qualquer responsabilidade pela morte de Odilaine. No entanto, o inquérito de mais de 1,5 mil páginas demonstra o relacionamento conflituoso do casal e o descaso do médico nos cuidados da saúde mental da ex-mulher que, segundo testemunhas, sofria de distúrbios psicológicos.
Leandro Boldrini prestou depoimento sobre a morte de Odilaine Uglione há pouco mais de um mês e, à Polícia Civil, garantiu que ainda não havia deixado o consultório ao ouvir um tiro. O médico ainda disse desconhecer, até hoje, se a então esposa se dirigiu a sua clínica para matá-lo (e, em seguida, tirar a própria vida) ou se tinha como único objetivo cometer suicídio.
Odilaine chegou nervosa à clínica,disseram testemunhas, mas segundo Leandro Boldrini, eles começaram a conversar sobre amenidades e de repente ela se levantou da cadeira, de forma rápida e inesperada, e puxou uma arma, apontando para o interrogado, dizendo “então é assim, então vai ser isso”'. Quando percebeu que estava na linha de tiro, com uma arma de fogo, um revólver 38 apontado para si, o interrogado levantou-se se da cadeira de forma rápida e, quando estava entre o canto de sua mesa e a porta que dá acesso à sala de espera, escutou o estampido", diz trecho do depoimento.

Disponível em:




OBSERVAÇÃO: para a Polícia Leandro Boldrini afirmou desconhecer se Odilaine tinha ido à Clínica com intenção de matá-lo. No entanto, nas gravações apreendidas pela mesma Polícia, ele fala para Bernardo que Odilaine foi à clínica com a intenção de matá-lo e não conseguindo, ela se voltou contra si. Ele sabia até a quantidade de balas que a arma portava. Ele ainda confirmou que estava dentro da sala quando o disparo aconteceu. E foram as testemunhas que disseram que ela sofria de "distúrbios psicológicos".
A família sabia dessas tentativas de suicídio de Odilaine? Houve internamentos esporádicos por conta desses problemas? As autoridades verificaram se havia algum registro ambulatorial dessas tentativas, na época? Odilaine estava fazendo acompanhamento com algum psiquiatra ou psicólogo?  Estava tomando medicação controlada? Por acaso, durante as oitivas, esses profissionais foram ouvidos? Ou prevaleceu apenas o senso comum?
Durante todo esse tempo, Dona Jussara nunca relatou esse problema da filha. Por quê existia cromossomo masculino sob as unhas de Odilaine? Por quê Leandro Boldrini saiu do consultório gritando "suicídio", se, segundo ele, Odilaine tinha tentado matá-lo? Como foi feita a análise grafotécnica? A pessoa suspeita de escrever a suposta carta de suicídio, escreveu um texto, ditado pelo perito na sua frente, um em letra cursiva e outro em caixa alta, no mínimo em três folhas, frente e verso? Qual a explicação de não existir traços de pólvora na mão direita de Odilaine? 

"Mais tarde, um médico legista atestou que ela (Odilaine Uglione) apresentava perfuração em uma área conhecida como palatino logo atrás da cavidade nasal, feita de baixo para cima". (?).


Por favor, Doutor Marlon Taborda, o senhor que como advogado, tem acesso ao processo: se houver alguma dúvida, por menor que seja e se houver essa possibilidade, recorra da decisão de arquivamento do Caso de Odilaine Uglione!


JUSTIÇA PRA ODILAINE E BERNARDO UGLIONE BOLDRINI !

sábado, 30 de abril de 2016

Perito particular contesta laudo oficial do Caso Odilaine Uglione



PERITO PARTICULAR IMPUGNA LAUDO LAUDO OFICIAL QUE CONCLUIU PELA SEGUNDA VEZ QUE ODILAINE UGLIONE COMETEU SUICÍDIO


Foto reprodução Facebook Bernardo Uglione Boldrini

O perito particular, Ricardo Caires dos Santos, impugnou lado oficial do IGP através da publicação extensa de uma matéria que explica a forma como se processa uma análise grafotécnica e como ele chegou à conclusão de que a suposta carta de suicídio não foi escrita pela mãe do menino Bernardo. 

Veja um trecho da transcrição na íntegra:

PROF. RICARDO CAIRES DOS SANTOS, PERITO JUDICIAL, Inscrito na APEJESP Nº 1568, venho respeitosamente a presença de vossa excelência detalhar meu laudo Referente a escrita da senhora ODILAINE UGLIONE.
Este Perito verificou que a pericia oficial não analisou o tempo dos manuscrito nas peças de padrões de confrontos da senhora ODILAINE UGLIONE, devido que a pericia oficial definiu que a forma de escrita da senhora ODILAINE UGLIONE tem 3 (três) a 4 (quatro) maneiras de escrever, OLHA “FUMUS BONI IURIS” fuma do bom direito excelência e autoridades. LÊ este laudo NÃO existe isto, tanto nos Peritos Grafotécnicos e Psicólogos especialista na escrita as alterações formais ela pode ser mudas de formas já mencionados neste laudo tipos de uso de drogas e outros.
Continuando o raciocino então as alterações conforme que a pericia oficial ofertou em seu laudo, então á senhora ODILAINE UGLIONE esteve todo momento da sua vida com essas características que altera a escrita de um individuo.
Todos os padrões de confrontos utilizados NÃO deu o resultado de 50% a 100% que a carta emanou do punho escritor da senhora ODILAINE UGLIONE, por fim A PERICIA tem que ser exata e a pericia oficial NÃO FOI.
Os lançamentos encontrados na Carta Não Emanaram do mesmo punho escritor do ODILAINE UGLIONE esta conclusão está fundamentada nos exames e estudo científicos.
Nada mais havendo, aos 28 de Março de 2016, encerra este perito o presente Laudo Grafotécnico Judicial, tudo devidamente firmado.
Disponível em:

OBSERVAÇÃO: foram 8 meses de sofrida espera pelo laudo de Odilaine Uglione, inclusive com a exumação de seu corpo e a perspectiva de exumação também do corpo do menino Bernardo, já que haviam sido encontrados nas unhas de Odilaine, vestígios de cromossomos masculinos que a Perícia Oficial não pôde concluir de quem era. A não ser que Odilaine, na tentativa desesperada de se defender da agressão tenha se agarrado ao criminoso, não havia a mínima possibilidade de ser detectado DNA sob suas unhas, ainda mais quando já havia decorrido cinco anos do acontecido. E Leandro Boldrini disse não ter encostado nela, apesar de apresentar escoriações nos braços que não sabia explicar como as tinha conseguido. 
Além do fato dele ter uma arma escondida em casa; ter negado o fato à Polícia; no dia da morte de Odilaine, ele ter faltado ao serviço em Bom Progresso (notícia nesse blog); e pedido para não avisar sobre isso à Polícia, etc, etc. Enfim,  estamos em uma democracia, não estamos ferindo o direito de ninguém, estamos apenas relatando o que a mídia exaustivamente veiculou e reiterando o nosso espanto frente ao resultado que em absoluto não nos convenceu, em compasso com o perito particular, acima citado.



A Ressurreição de Jesus Cristo

"Depois do sábado,quando amanheceu o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo. E eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela. Resplandecia como relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve.

Vendo isto, os guardas pensaram que morreriam de pavor. Mas o anjo disse às mulheres: 'Não temais! Sei que procurais Jesus que foi crucificado . Não está aqui: ressuscitou como disse. Vinde e vede o lugar em que Ele repousou. Ide depressa e dizei aos outros discípulos que Ele ressuscitou dos mortos. Ele vos precede na Galiléia. Lá O haveis de ver, eu vo-lo disse.

Enquanto elas voltavam, alguns homens da guarda já estavam na cidade para anunciar o acontecimento aos príncipes dos sacerdotes. Reuniram-se estes em conselho  com os anciãos. Deram aos soldados uma importante soma de dinheiro, ordenando-lhes: 'Vós direis que seus discípulos vieram retirá-lo à noite, enquanto dormíeis."

'Vós direis que seus discípulos vieram retirá-lo à noite, enquanto dormíeis." ?????

JUSTIÇA PARA ODILAINE E BERNARDO UGLIONE BOLDRINI!

sábado, 23 de abril de 2016

Caso Odilaine Uglione: mas embaixo tinha uma menina morta


AUDIÊNCIA DE 11/11/2014,  EM QUE A DEFESA DE EVANDRO WIRGANOVICZ QUESTIONAVA A MÃE DO MÉDICO LEANDRO BOLDRINI


Foto: SBT

Defesa de Evandro:
- "Bom, a senhora esteve então no domingo lá, pelo que a senhora recorda? Na casa de Leandro em Três Passos. É isso?

Testemunha: 
- "Não, foi dia de semana, porque eu ia só em dias de semana."

Defesa de Evandro: 
- " Pode ter sido três a quatro dias mesmo (do desaparecimento de Bernardo) como a senhora afirmou?"

Testemunha:
- "É."

Defesa de Evandro:
- "Muito bem. Como é que a Graciele se comportou, naquele dia, como é que ela estava?"

Testemunha:
- "Estava muito quieta, a gente percebia que estava quieta, estava diferente."

Defesa de Evandro:
- "No momento em que o Leandro perguntou, disse para ela, afirmou para ela, 'eu sou inocente, mas você vai ficar na caixinha', caixinha é o que, prisão?"

Testemunha:
- "Prisão, correção, digamos assim, da Polícia, né?'

Defesa de Evandro:
-"Qual foi a reação de Graciele quando ele disse isso?"

Testemunha:
- "Ficou quieta."

Defesa de Evandro:
- "Ficou quieta? Ela demonstrou com o olhar alguma forma de resposta? Ou não?"

Testemunha:
- "Sim, ela disse: 'mas embaixo tem uma menina morta'. Aquilo era um disfarce, alguma coisa, menina morta coisa nenhuma."

Defesa de Evandro:
- "Ali embaixo onde seria?"

Testemunha:
- "Para baixo da casa né, ela olhou assim na janela e disse: 'ali embaixo tem uma menina morta'. Não acredito, não acreditei nessa versão dela."

OBSERVAÇÃO: a partir do momento em que seus parentes começaram a falar, Leandro Boldrini deu-lhes ordem para que se calassem. Depois disso não houve nenhuma manifestação por parte deles.

Graciele Ugulini para Edelvânia Wirganovicz, quando iam de camburão, saindo de Guaíba em direção a Três Passos para uma audiência:
- "Se me envolverem na morte de Odilaine, eu me mato."

Peraí: então não foi um suicídio?

JUSTIÇA PARA ODILAINE E BERNARDO UGLIONE BOLDRINI! 


sábado, 9 de abril de 2016

Secretária de Leandro revela que sua vida foi completamente destruída


EM ENTREVISTA AO JORNAL ZERO HORA, ANDRESSA WAGNER, A SECRETÁRIA DO MÉDICO LEANDRO BOLDRINI, REVELA QUE TODOS, EM GERAL,DESTRUÍRAM COMPLETAMENTE A SUA VIDA


Andressa Wagner / Foto Facebook


(Transcrição da entrevista de Andressa Wagner ao Jornal Zero Hora, depois que foi inocentada pelo IGP/RS de ter escrito a suposta carta de suicídio de Odilaine Uglione em 2010).

Andressa Wagner teve nome envolvido no caso da morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo, mas foi inocentada após investigação.

Durante meses, Andressa Wagner teve de conviver com o estigma de ser suspeita de um crime. a ex-secretária do médico Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo, morto em 4 de abril de 2014, teve o nome relacionado à morte de Odilaine Uglione, mãe do garoto, que se suicidou no consultório do marido em fevereiro de 2010. Uma perícia particular, contratada pela família de Odilaine, levantou, em 2015, a hipótese de Andressa ter escrito a carta de despedida da mãe de Bernardo. Essa possibilidade, porém, foi rechaçada em março deste ano, após nova investigação confirmar as conclusões da primeira, arquivada ainda em 2010.
Mas até o Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmar que a letra do bilhete era mesmo de Odilaine, o caso já tinha transformado a vida de Andressa. Com o nome envolvido na trama após a reabertura da investigação, ela teve até de se mudar de Três Passos. 


Jornal ZH:
- "Como a senhora recebeu a notícia de que uma perícia particular a apontou como autora da carta de suicídio de Odilaine Uglione?"

Andressa Wagner:
- "Eu estava na minha residência, e o Jonas Campos (repórter da RBS TV) chegou para me entrevistar referente a isso. Eu não sabia de carta, de perícia, de nada. Eu simplesmente dei risada, disse que não havia escrito carta nenhuma e registrei um boletim de ocorrência. Foi injusto o que fizeram comigo, uma covardia. Decerto acharam que, fazendo isso, poderiam me amedrontar, como se eu soubesse de algo e pudesse falar. Mas eu nunca soube de nada. Sempre falei a verdade, todas as vezes que fui chamada pela Justiça e pela polícia."


Jornal ZH:
- "A senhora acredita que houve má-fé dos peritos?"

Andressa Wagner:
- "Sim. Eu acredito que houve má-fé porque foi injusto o que fizeram comigo. Foi muita covardia."


Jornal ZH:
- "Por que eles teriam agido de má-fé?"

Andressa Wagner:
- "Não sei. É o que gostaria de saber. Eu era apenas funcionária. Acho que a família da Odilaine queria reabrir o caso e não conseguia."


Jornal ZH:
- "Depois, o IGP indicou que a carta havia sido escrita por Odilaine, e a Polícia Civil concluiu que ela havia se suicidado. Foi um alívio para a senhora?"

Andressa Wagner:
- "Não um alívio, porque eu sabia que não tinha escrito a carta. Só lamento por não ter dinheiro para contratar um perito particular, porque a família da Odilaine tem dinheiro. Se eu tivesse, teria contratado um perito para dizer que a letra não era minha. Mas a Justiça no Brasil é correta. Pode tardar um pouco, mas não falha. Não foi um alívio, eu só estava esperando pela notícia."


Jornal ZH:
- "O que ocorreu no consultório de Boldrini no dia da morte de Odilaine?"

Andressa Wagner:
- "Eu estava na recepção, trabalhando, quando a Odilaine chegou. Ela perguntou se estava tudo bem e se o doutor Leandro já tinha chegado. Eu disse que não, que ele estava a caminho. Então ela disse que iria aguardar por ele lá dentro (na sala do médico) e que não era para avisá-lo. O doutor chegou, ele estava atrasado, entrou pela sala da recepção, que estava cheia, e foi para a sala dele. Não sei dizer se durou cinco minutos, vi a porta se abrindo, o doutor saindo, e o tiro. Corri para ver o que era, a Odilaine estava deitada no chão. Disseram para eu não mexer com ela e, nisso, já me tiraram de lá."


Jornal ZH:
- "Houve suspeita de que a senhora teria recebido dinheiro de Boldrini para escrever a carta porque, oito meses depois da morte de Odilaine, a senhora investiu R$ 80 mil na construção de uma casa em Três Passos."

Andressa Wagner:
- "A minha casa foi financiada pelo programa Minha Casa Minha Vida e com recurso do FGTS que eu e meu esposo tínhamos. Eu tinha dois empregos na época. Isso está descrito na matrícula do imóvel, inclusive foi disponibilizada. Eu provei que fiz essa casa com o meu suor. Não ganhei nada, nunca. Nem um abraço do doutor Boldrini."




Em 26/05/2015, era veiculada a seguinte notícia:
"A ex-secretária da clínica do médico Leandro Boldrini, Andressa Wagner, cerca de oito meses após a morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo fez um investimento num imóvel do programa Minha Casa, Minha Vida e comprou um terreno em Três Passos, ao todo os valores chegam a R$ 80 mil. As informações constam em documentos do Registro de Imóveis da Comarca de Três Passos.

Na semana passada, o inquérito foi reaberto, devido às conclusões da perícia particular encomendadas pela mãe de Odilaine. Uma das conclusões aponta que a carta de suicídio não foi escrita por Odilaine, e Andressa é citada como autora, que será investigada.

Andressa negou ter escrito a carta e disse que não irá se manifestar sobre a compra do imóvel".


Jornal ZH
- "Como era a sua relação com Boldrini?"
Andressa Wagner:
- "Eu conheci o doutor Boldrini quando trabalhava na farmácia do prédio em que ficava o consultório dele. A nossa relação era extremamente profissional. Ele era um patrão exigente, uma pessoa fechada, não dava muita abertura. Era bem profissional mesmo."


Jornal ZH:
- "E como a senhora via a relação de Boldrini com o filho?"

Andressa Wagner:
- "Eu pude perceber que ele se preocupava com o Bernardo, que ia bastante à clínica. Ele tinha amor pelo filho, isso era visível, mas o trabalho o consumia tanto, que ele (Boldrini) deixava de cuidar dele mesmo. Eu não frequentava a casa dele, mas creio que ele tenha deixado os cuidados da casa e da família com a mulher (Graciele). Ele nunca disse não para o trabalho. Não tinha dia nem horário."


Jornal ZH:
-"Quando a senhora passou a ter contato com Graciele?"

Andressa Wagner:
O doutor me apresentou a Kelly (como Graciele é chamada) como namorada dois meses depois do falecimento da Odilaine. Nunca tinha visto antes a Kelly na vida. Muitos dizem que eles eram amantes, mas eu nunca soube nada disso. Não tenho queixa nenhuma dela porque, para mim, ela sempre foi uma boa pessoa, atenciosa, querida. O problema dela era com o Bernardo."


Jornal ZH:
- "Qual era o problema de Graciele com o menino?"

Andressa Wagner:
- "Brigas, pelo que eu pude perceber na clínica. Ela pedia para o Bernardo não ir à clínica, para ele ficar em casa, para estudar, e ele dizia que não, retrucava. Mas nesses termos, assim. A Graciele dizia que, quando ele fosse à clínica, era para eu dizer para ele ir para casa. Mas isso eu jamais fiz, nunca expulsei o guri do consultório nem comentei com o doutor. Para não arrumar picuinhas, porque eu precisava do serviço. Até falei para o Bernardo que, quando ele aparecesse, era para fazer um sinal na porta que eu faria OK com o dedo para avisar se ela estava ou um não com a cabeça, e ele poderia entrar. A relação de Boldrini com Bernardo era boa. O Bernardo pedia dinheiro, e o doutor mandava eu dar. O conflito era entre ele (Bernardo) e a Kelly."


Jornal ZH:
- "O que mudou na sua vida desde a reabertura da investigação sobre a morte de Odilaine?"

Andressa Wagner:
- "Mudou praticamente tudo na minha vida. Eles destruíram completamente a minha vida."


Jornal ZH:
- "Eles quem?"

Andressa Wagner:
- "Eles eu digo de modo geral. A família da Odilaine e até o doutor Boldrini, porque, se eu não estivesse trabalhando com ele, nada disso teria acontecido. Destruíram a minha vida. Antes, eu tinha emprego fixo, construí a minha casa, mas o Caso Bernardo mudou da água para o vinho a minha vida. Perdi meu emprego, meu currículo foi manchado. Onde eu entreguei currículo depois, perguntavam se eu era a secretária "daquele médico que matou o filho". Essa é a impressão que todo mundo tem. Não consegui emprego, tive de mudar de cidade, fui malvista, julgada. Eu não podia sair às ruas, ir ao mercado, tive de tirar minha filha da creche. Foi um tormento. Caí em depressão profunda, uso medicação até hoje. Se não fosse a minha filha, acho que não estaria mais aqui, teria feito alguma bobagem com minha vida. Mudei de cidade, abri um negócio próprio. Estou tentando reconstruir a vida, graças à família."


Jornal ZH:
"Como a família agiu quando Bernardo desapareceu?"

Andressa Wagner:
- "Foi um choque. A Kelly me ligou perguntando se o Bernardo estava na minha casa, porque ele tinha ido para a casa de um coleguinha e não tinha voltado. Eu disse que não. Naquela noite, eu liguei, e ela disse que ainda não o haviam encontrado. Ficaram procurando o guri toda aquela semana. Na segunda-feira, dia 14 (de abril de 2014), no dia em que foram presos, a Kelly pediu que eu fosse para a casa deles para cuidar da Maria (filha de Graciele e Leandro) porque eles tinham de achar o Bernardo. Fiquei durante o dia na casa deles cuidando da menininha e, daí, recebi a notícia de que haviam encontrado o corpo do Bernardo. Foi um choque, nem estava acreditando. Demora até cair a ficha. Tu trabalhas anos do lado de uma pessoa que tu não conheces, né?"

Disponível em: 



 Agenda de Andressa Wagner


Suposta carta de suicídio de Odilaine Uglione


Bilhete de Andressa Wagner avisando Leandro da chegada de Odilaine em fev/2010.

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SEGUNDA ENTREVISTA DE ANDRESSA WAGNER SOBRE SUA ISENÇÃO DE TER ESCRITO SUPOSTA CARTA DE SUICÍDIO


Transcrição da entrevista de Andressa wagner concedida por e-mail à Jornalista Isabela Kuschnir ikuschnir@band.com.br, em matéria datada de 18/03/2016.


Andressa Wagner foi apontada como autora da carta de suicídio encontrada na bolsa de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo. Agora a Polícia Civil a isentou da acusação e ela revela como sua vida mudou devido à falsa acusação (Grifo nosso).

Andressa Wagner é uma das personagens coadjuvantes do caso Bernardo, o assassinato do menino de 11 anos, em abril de 2014, em Três Passos, no norte do Rio Grande do Sul.

Em 2010, quando a mãe do garoto, Odilaine Uglione, morreu com um tiro na cabeça, ela era secretária do médico Leandro Boldrini, pai de Bernardo. Andressa foi apontada anos depois, em uma perícia particular, como autora da carta de suicídio que foi encontrada na bolsa de Odilaine.

A morte aconteceu dentro do consultório de Boldrini e foi definida como suicídio pela Polícia Civil. O caso foi reaberto após a morte do garoto, a pedido da família de Odilaine, que não aceitava a tese. Novamente os investigadores chegaram à mesma conclusão.

Atualmente, estão presos à espera de julgamento Boldrini, a madrasta do garoto, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz. Eles respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, entre outros crimes.

Nesta entrevista, concedida por e-mail à jornalista Isabela Kuschnir, Andressa Wagner conta como a suspeita mudou sua vida. 

 Isabela Kuschnir:
- "Como a senhora conheceu Leandro Boldrini? Vocês mantinham uma relação profissional tranquila?"

Andressa Wagner:
- "Conheci o dr. Leandro Boldrini quando trabalhava na farmácia do prédio onde ele tinha o consultório. Ele era exigente, mas era tranquilo trabalhar com ele."



Isabela Kuschnir:
A senhora acredita que sua grafia é parecida com a de Odilaine? Em sua opinião, houve má-intenção dos peritos particulares quando te apontaram como autora da carta de suicídio?

Andressa Wagner:
- "Eu nunca li nada escrito por Odilaine em todo o tempo em que trabalhei para o Leandro Boldrini. Não sei como é a grafia dela. Além disso, foram raros os contatos com a senhora Odilaine, nas oportunidades em que ela esteve na clínica. Ela se limitava a cumprimentar e se reservar com o marido na sala dele. Entendo que houve má-fé sim dos peritos, pois a família de Odilaine busca, ao que parece, a qualquer custo, achar culpados pelo falecimento dela. Vejo neles uma busca por vingança contra Boldrini e contra todos que os que lhe cercavam, por não admitirem o suicídio. 

Fizeram um laudo, acredito, que visando causar comoção social e jogar a opinião pública contra as autoridades para reabrirem o caso. Fui injustamente e inescrupulosamente colocada na cena do crime. Foi muita covardia. Acharam que assim fazendo poderiam me amedrontar para que eu viesse a contar algo que pudesse saber. Sempre falei a verdade, em todas as vezes em que fui chamada pela polícia e pela Justiça."


Isabela Kuschnir:
- "Sobre o seu imóvel em Três Passos [foram investidos R$ 80 mil oito meses após a morte de Odilaine]: o terreno e a casa foram adquiridos através de financiamento ou houve empréstimos de terceiros?"

Andressa Wagner:
- "Não teve empréstimo privado. Foi financiado pelo programa Minha Casa Minha Vida, mais um pequeno valor de recursos do FGTS meu e de meu marido. Eu tinha dois empregos. Está tudo descrito na matrícula do imóvel que inclusive foi disponibilizada na internet." 


Isabela Kuschnir:
- "Como foi a sua infância? A senhora cresceu em Três Passos?"

Andressa Wagner:
- "Nasci no Paraná. Com dois anos fui morar numa cidadezinha no interior do Paraguai. Lá tivemos uma infância pobre, minha mãe lavava roupa para fora para nos sustentar porque colheita de safra era só uma vez no ano e meu pai trabalhava na lavoura e fazia alguns bicos por fora. Morávamos numa casa de chão batido, não tinha luz elétrica e nem água encanada. Era difícil a vida no interior. Meus pais não tinham condições de dar uma vida boa para nós. Com nove anos vim morar em Três Passos, assim que atingi a idade comecei a trabalhar no comércio." 


Isabela Kuschnir:
- "A senhora acredita que seu ex-patrão esteja preso injustamente?

Andressa Wagner:
- "Acredito na Justiça. Se ele deve, irá pagar, mas ele sempre se preocupou com o Bernardo... Eu sentia amor dele pelo filho. Isso era visível. Porém, o trabalho lhe consumia tanto que ele deixou os cuidados da casa e da família a cargo da mulher. Leandro nunca disse não para o trabalho... Não tinha hora nem dia para trabalhar... Às vezes esquecia dele mesmo." 


Isabela Kuschnir:
- "Como o caso Bernardo mudou sua vida? Mudança de endereço, de profissão, maior dedicação à família?

Andressa Wagner:
- "Tinha uma vida estabilizada. Eu tinha emprego fixo, depois perdi, fiquei mal vista pela cidade. Pessoas me julgando, me apontando como se eu soubesse de algo sobre a morte da senhora Odilaine, tive que mudar de cidade, de profissão, minha filha também sofreu com tudo isso, sabendo de meu sofrimento me perguntando por que eu chorava.

Caí em depressão profunda, faço uso de medicamentos até hoje, por mais que eu saiba que não devesse tudo o que estavam me acusando, pois sempre tive minha consciência tranquila, sofri muito. Destruíram minha vida, foi muito difícil para mim passar por tudo isso, mas graças à minha filha, que é por ela que hoje estou aqui, por não ter feito bobagem e pela família maravilhosa que eu tenho, que me deram muita força e que estou tentando superar."


Isabela Kuschnir:
- "A senhora conhecia Bernardo Boldrini? E Jussara Uglione, a avó dele?"

Andressa Wagner:
- "Conhecia Bernardo, óbvio, pois ele seguidamente ia até o trabalho do pai. Nunca vi Jussara pessoalmente." 


Isabela Kuschnir:
- "A senhora pretende processar a família de Odilaine?"

Andressa Wagner:
- "Não sei ainda. Vou conversar com meu advogado. Mas o mal que eles me causaram foi enorme." 


Isabela Kuschnir:
- "A quantas anda o processo contra os peritos particulares? Já houve indiciamentos? Houve recomendação do seu advogado para que o processo fosse aberto no noroeste gaúcho e não mais próximo da sua atual residência?"

Andressa Wagner:
- "O processo foi aberto na comarca do meu atual endereço e encontra-se em fase de citação dos réus."


Isabela Kuschnir:
- "Antes da reabertura das investigações da morte de Odilaine, a senhora conhecia o delegado do caso, Marcelo Mendes Lech?"

Andressa Wagner:
- "Não conhecia o delegado." 


JUSTIÇA PARA ODILAINE E BERNARDO UGLIONE BOLDRINI!