segunda-feira, 6 de julho de 2015

IGP deve apontar se carta foi escrita pela secretária


IGP DEVE CONFRONTAR ANÁLISE COM PERICIAS PARTICULARES SOBRE SUPOSTA CARTA DE SUICÍDIO DE ODILAINE UGLIONE


A solicitação de uma  nova perícia grafotécnica para confronto da suposta carta de suicídio de Odilaine Uglione com as análises de duas perícias particulares atribuindo a autoria a Andressa Wagner, secretária do médico Leandro Boldrini, foi encaminhada ao IGP pelo Delegado Marcelo Mendes Lech, responsável pelas novas investigações sobre a morte da mãe do menino Bernardo Uglione Boldrini.

O pedido de desarquivamento do Inquérito Policial, feito pelo Ministério Público foi acolhido pela Justiça e diligências estão sendo efetuadas no sentido de se esclarecer o que realmente aconteceu em 10/02/2010, no consultório do médico Leandro Boldrini, quando Odilaine Uglione teria se matado com um tiro de revólver 38. Tudo leva a crer que não foi suicídio e Leandro Boldrini retorna agora como suspeito também da morte da esposa.

Ministério Público:
- "As perícias particulares recentemente produzidas precisam ser confrontadas, especialmente no que diz respeito aos seguintes aspectos: conclusão que foi a Secretária Andressa Wagner quem confeccionou a carta; e conclusão de que havia terceira pessoa na sala de atendimento no momento do fato".

- "Para o fim de confrontação da conclusão no sentido de que foi terceira pessoa quem confeccionou a carta suicida, especificamente no sentido que que foi a Secretária Andressa Wagner quem escreveu, impõe-se a realização de perícia grafodocumentoscópica no referido documento, pelo setor de Documentoscopia do Instituto Geral de Perícias".

- "Ao atribuir a confecção da carta à Secretária Andressa Wagner, dando a entender que isso foi feito como forma de despistar as autoridades para o fim de que não se cogitasse a ocorrência de homicídio, o perito particular, em verdade, está imputando a ela a participação, de algum modo, no delito de homicídio. Por essa razão, a então Secretária registrou ocorrência na qualidade de vítima do delito de calúnia, o que deu ensejo à instauração do Inquérito Policial".

- "Então, a perícia na "carta suicida" tornou-se imperiosa até mesmo em razão desse novo expediente policial instaurado, tanto é que a autoridade policial representou pelo desentranhamento da carta a fim de submetê-la à perícia nos autos do referido Inquérito Policial".  

Disponível em : <www.trespassosnews.com.br. Perícia deve apontar se carta foi mesmo escrita pela secretária. Matéria de 04/07/2015. Acesso em 07/07/2015.

OBSERVAÇÃO:
Calúnia de acordo como o artigo 138 do Código Penal é quando o agente, mesmo sabedor que uma acusação de crime é falsa, a atribui a outra pessoa e a divulga.
Não incorre no delito de calúnia, o agente acreditando verdadeira, a imputação do fato definido como crime. A Secretária Andressa Wagner abriu B.O. contra peritos com larga experiência no ramo da pesquisa grafotécnica, inclusive prestando serviços para juízes nos âmbitos estaduais e federais: quem arriscaria manchar o nome profissional com informações inconsequentes, inverídicas? Estamos acompanhando com muito zelo, o andamento das investigações sobre o caso Odilaine Uglione. A propósito, por onde andará Andressa Wagner?
  
                             Abaixo, a suposta carta de suicídio atribuída à Odilaine Uglione


Em cima, assinatura original de Odilaine Uglione e embaixo a assinatura atribuída a Andressa Wagner. 




Acima trecho da carta que mostra as semelhanças das letras com as letras constantes na agenda profissional da Secretária Andressa Wagner (abaixo).


Abaixo, os pontos de exclamação contidos na carta e embaixo, o ponto em forma de bolinha, característico da escrita da Secretária Andressa Wagner

Foto: Sewell Investigações e Perícias / Facebook Bernardo Uglione Boldrini

P.S.:
Andressa Wagner, secretária de Leandro Boldrini:
- "Deu questão de, não sei te dizer se foi segundos ou minutos, daí ele logo saiu porta afora, pedindo socorro: 'chama Polícia, homicídio, suicídio'. Falou assim. Aí, quando ele estava saindo, deu o estouro. 
Daí eu corri lá dentro logo para ver o que era. Ela já estava no chão".
Andressa Wagner, corajosamente, entrou na sala, após Leandro Boldrini ter saído correndo e gritando "homicídio, suicídio" e deu com Odilaine caída ao chão. Precisa mais?

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